Padre
João Schiavo é,
oficialmente, o primeiro beato da Diocese de Caxias do Sul. A
cerimônia com duração de quase duas horas é inédita na Diocese e
foi esperada por quase 16 anos, tempo que a congregação de São
Leonardo Murialdo batalhou no Vaticano para ter sucesso na
beatificação de Schiavo. Pelo menos 200 sacerdotes, incluindo
bispos e arcebispos, participaram da festa. Gente de diversos
estados, como São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina
desembarcou em Caxias do Sul para ver de perto a beatificação,
processo que se repetiu 52 vezes no Brasil.
Devotos,
familiares e religiosos ligados à congregação josefina na
Argentina, Chile, Equador e Itália estavam entre a multidão de
caxienses que, atenta, ouviu às palavras de Dom Alessandro
Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul ao cardeal Angelo Amato,
representante do Papa:
—
Peço,
humildemente, que se digne a inscrever no número dos Beatos o
Venerável Servo de Deus, João Schiavo, sacerdote e religioso dos
Josefinos de Murialdo e iniciador das Irmãs Murialdinas de São José
no Brasil — solicitou o bispo diocesano Dom Alessandro Ruffinoni.
Schiavo
levou a sério a vida cristã e expandiu a religiosidade para suas
ações. A fundação de duas escolas, um seminário que formava
padres, um noviciado, uma congregação de irmãs e um orfanato são
alguns exemplos da articulação poderosa que o aproximava de
famílias carentes ou empresários abastados. Milhares de cidadãos
foram beneficiados pelas iniciativas do sacerdote josefino.

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